Caros companheiros e amigos,
No dia 23 de Janeiro de 2011 decorrerão as próximas eleições presidenciais. Desta eleição será escolhido o próximo chefe de Estado, o presidente da república portuguesa.
Este espaço irá ocupar -se de todas as candidaturas, fazendo uma análise critica em cada um dos seis artigos que irão ser redigidos para esse efeito.
Começando pelo actual presidente da república e recandidato Aníbal Cavaco Silva, é necessário relatar o seu percurso para melhor compreensão acerca do político e do homem.
Fazendo uma análise crítica a este percurso político, começa -se por afirmar que este economista começou o seu percurso como ministro da finanças do governo AD (Aliança Democrática), cujo primeiro - ministro, Francisco Sá Carneiro, fundador do PPD/PSD, foi juntamente com o seu ministro do estado e dos negócios estrangeiros, Adelino Amaro da Costa, responsável pela entrada do Fundo Monetáro Internacional em portugal no ano de 1983, em consequência da grave situação financeira que na altura se vivia, graças à má gestão desse mesmo governo. Em 1985 é, sucessivamente, eleito secretário - geral do Partido Social Democrata e primeiro - ministro. Ocupou esse cargo até 1995, ano em que decidiu concorrer às presidenciais de 1996, que perdeu para Jorge Sampaio, candidato apoiado pelo Partido Socialista.
Os sucessivos mandatos de Cavaco Silva como primeiro - ministro, contribuiram para um enorme desgaste da sua imagem junto do eleitorado. Ao longo desse logo período, a contestação foi aumentando exponencialmente até atingir o seu expoente máximo em episódios como o da ponte 25 de Abril, e as manifestações universitárias, às quais Cavaco Silva respondeu com carga policial, numa prova incontestável de repressão aos estudantes, que lutavam pera que não fossem instauradas as propinas no ensino superior.
Depois da sua derrota com Sampaio, Cavaco retira - se durante dez anos da actividade politica, dedicando - se à sua profissão de economista, além de preparar minuciosamente a sua candidatura a Belém.
Em 2005 é eleito presidente da república, exercendo seu cargo de forma semelhante àquela com que brindou o povo português nos seus dez anos de governo, protegendo alguns dos seus antigos ministros e secretários de estado, quando rebentaram os casos BPN e BPP.
Chega -se sem custo à conclusão de que Cavaco Silva é um homem do sistema , um homem pragmático, que vive obcecado pelo poder e pelos interesse dos grandes grupos financeiros e das gigantes empresas multinacionais.
Por isso, é necessário não reeleger Cavaco Silva, pois assim o país seria aliviado de muitos dos males que o afectaram nestes últimos trinta anos.
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